100 dias em Cingapura

Depois de viver 5 anos em Tóquio, dou sequência ‘a minha passagem pela Ásia com a mudança para Cingapura. A curiosidade pela vida no sudeste asiático, com outras cores, cheiros e sabores, encerrou o meu ciclo japonês, pelo menos por enquanto.
Nos últimos três anos eu havia passado mais de 20 vezes por Cingapura, ora para cumprir agenda de trabalho ou, em outras situações, apenas como porto de passagem, a caminho da Indonésia ou de Myanmar, principalmente.
Como Cingapura é um lugar muito caro e conseguiu neste ano ganhar o posto de cidade mais cara do mundo, desbancando Tóquio, eu fiz as contas e concluí que usar a ilha como cidade-dormitório a caminho de Jacarta ou Yangon estava se tornando um desperdício. E com o aumento de meu interesse pela região, aliado ‘a cansativa viagem aérea entre o aeroporto de Narita e o de Changi (7 horas de viagem!), a mudança se mostrou como a saída natural.
Em termos de oportunidade para negócios, o sudeste asiático tendo Cingapura como ponto principal tem se mostrado muito atrativo; muitas corporações multinacionais tem se instalado na cidade-estado e o apoio para instalação de empresas aqui é muito grande, através das agências governamentais que atraem e apoiam empreendimentos estrangeiros. Como a cidade oferece ótimo sistema de transporte público, segurança e atividade cultural intensa além de se mostrar receptiva a estrangeiros, foi fácil arrumar as malas e deixar Tóquio para trás, com uma pontinha de saudades.
Nestes três meses, já voltei a Tóquio duas vezes e pude de novo me sentir turista ‘a vontade, sabendo o que quero ver e o que me dá saudades da grande cidade. Além de Tóquio, já deixei Cingapura para visitar Taipé e Jacarta e é ótimo ter como hub o Changi Airport, sem dúvida o melhor do mundo.
E sobre Cingapura? O que me atraía na cidade é mesmo o que comprovei nesses três meses: o ar cosmopolita com um pouco de clima de aventura, no meio da natureza guardada e preservada, com a alta umidade, o calor intenso e as chuvas diárias nessa cidade plantada quase que sobre a Linha do Equador.
Convive-se nos trens, ônibus e calçadas com os chineses cingapurianos, que formam mais de 70% da população e que aqui começaram a chegar no Século 19, além dos malaios (13% da população) e 9% formada por indianos. Embora os malaios sejam considerados os “locais”, a maioria veio da Indonésia e da Malásia depois de 1945. Europeus e japoneses também fazem parte dessa população de 5,3 milhões de habitantes, da qual nós brasileiros somos aproximadamente 1.000 pessoas.
Os atrativos turísticos (Cingapura é quase que um parque de diversões do sudeste asiático) e de compras, com muitos shopping centers espalhados pela região central, atraem consumidores de toda a Ásia. A culinária é outro capítulo ‘a parte, em que se misturam a comida chinesa, malaia, tailandêsa e a peranakan, resultado da mistura de chineses e malaios que vieram da Península de Málaca.
Todos os temas são capítulos ‘a parte, para explorar individualmente em outros textos.

About Helio Ciffoni

Helio Galvão Ciffoni, 1956 Mestre em Educação, Físico e Engenheiro Civil. Empresário do setor de Tecnologia da Informação, consultor de empresas, professor universitário por mais de 25 anos.
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6 Responses to 100 dias em Cingapura

  1. Mariana Ciffoni says:

    Pai, adorei seus posts sobre Tóquio e estou super curiosa pelos de Cingapura! Beijos!

    • Helio Ciffoni says:

      Oi Mariana,
      Estou preparando alguns e quero falar também sobre os outros países da Ásia que tenho visitado, como a Indonésia, Myanmar e Tailândia aqui no Sudeste Asiático. E aí pela Ásia… Nessa próxima semana vou a Hong Kong, Pequim e depois, Taipé. Máquina fotográfica e o editor de textos preparados!
      Beijos

  2. Antonio José says:

    Boa sorte, Hélio.

  3. Natália says:

    Não fui para Tókio, então preciso ir para Cingapura!

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