Último sol do ano

Em Pequim para o Ano Novo, pertinho de Tóquio, guardadas as proporções. Frio e vento, céu azul de inverno, nada de neve mas temperatura beirando zero grau. Em Pequim, quase 23 anos depois da minha primeira visita, a principal diferença é a cidade alterada em seu descortinar sem fim de uma fieira de edifícios altos e modernos. As largas avenidas de então, ocupadas por bicicletas aos milhões, deram lugar a engarrafamentos desconcertantes. Aos poucos, o passado foi se mostrando claro em minhas lembranças: as roupas agora coloridas, antes um só azul em paletós de corte igual, os bonezinhos na moda do Grande Timoneiro já não existem, nem para comprar nos quiosques espalhados por toda a cidade.
Reví a Pequim que conheci no começo da primavera de 1988, agora com maior conforto para o turista e com boas calçadas nos acessos aos principais monumentos. Taxis ‘a disposição, ônibus mais modernos e em maior quantidade, muito maior. Novas linhas de metrô, com carros confortáveis, instalações e sinalização moderna, avisos em inglês e sinalização apropriada para os visitantes. Claro, a cidade passou por uma bela reforma para receber as Olimpíadas de 2008.
O Parque Olímpico, no lado moderno da Pequim de hoje, a “Beijing” de nossos tempos, é de uma suntuosidade impressionante. O hotel “7 estrelas” em seu formato de dragão e nas proximidades do Cubo d’água e do Ninho é de deixar boquiaberto. Pequim vale a pena, vale a visita. Milhares de anos de história, sua cultura preservada, os monumentos, a Muralha ali ao lado, a Cidade Proibida. Não fosse isso, esta lá ainda a monumental Praça da Paz Celestial e o Memorial ao Presidente Mao, com a arquitetura típica dos prédios públicos imponentes encontrados em outros cantos por onde a História passeou rápida e recente, na transformação do mundo no Século XX.
31 de dezembro, o sol se punha na vista da janela do Jade Garden Hotel, olhando para a direção da Cidade Proibida, por cima dos telhados de um cantinho antigo de Pequim.

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About Helio Ciffoni

Helio Galvão Ciffoni, 1956 Mestre em Educação, Físico e Engenheiro Civil. Empresário do setor de Tecnologia da Informação, consultor de empresas, professor universitário por mais de 25 anos.
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4 Responses to Último sol do ano

  1. Douglas C. Piske says:

    O mundo e em especial a China, esta mudando a passos largos.

    Quantas oportunidades esse gigante ainda ira despertar nos próximos anos?

  2. Tania Tait says:

    Oi Helio, obrigada por nos presentear com suas observações. Parece que estamos vendo por meio de seus olhos.

  3. Em nossa ida a Tokyo, passamos exatamente sobre Beijing e pudemos reconhcer das alturas dos 30 mil pés as colossais obras feitas para sa olimpiadas 2008.
    As belas fotos e o estar em Pequim, em data como está…já sao outros quinhentos…

    abrazos,

    rg

  4. Vo Cidy says:

    Li o artigo sobre a China atual e acho interessante continuar acompanhando o desenvolvimento do Gigante. Para mim é o futuro. Assisti no Fantastico domingo pp o grande show da cantora-boneca projetada no palco e me fez lembrar um filme do Al Pacino, com um nome de mulher. Fui ao telefone agora…

    Escrito em 6 Jan, 22:37

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